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sábado, 4 de março de 2017

Intercâmbio no Uruguai [Parte 17]

Essa é a 17ª parte do relato do que fiz sobre meu intercâmbio no Uruguai.


Nessa parte conto como foi conhecer Salto del Penitente [em Minas], um tipo de passeio que não costuma ser feito pelos turistas estrangeiros, e sim pelos próprios uruguaios.

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Clique AQUI ou na imagem abaixo para acessar o índice dessa viagem:

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E agora a continuação do relato...

DIA 21 - Sábado [25 de Fevereiro de 2017]

Durante a noite acordei um monte de vezes. Além de estar bem quente eu também estava super ansioso com o meu passeio, com isso ficava com medo de passar batido na hora, acordava direto, olhava as horas que quase não passavam e voltava a dormir de novo.

Meu despertador tocou erroneamente às 3:50h da manhã porque estava configurado com o horário de verão desde que eu havia saído do Brasil, por isso voltei para a cama mais uma vez e dessa vez esperei até que desse às 4:50h, me arrumei rapidamente e liguei para o Sistema de Taxi de Montevideo [conforme a Stela, dona da casa, tinha me explicado no dia anterior - número: 141 - opção 1].


No telefone me informaram que demoraria apenas 3 minutos para que o táxi chegasse e quando desci o dito cujo já estava me esperando na porta do prédio. Peguei o carro e fui direto para o Terminal Tres Cruces.



Ao sair agradeci o motorista e entrei no gigantesco terminal de ônibus de Montevideo, que mesmo a essa hora da manhã estava super movimentado.

Foto da Internet: Observando como é um pequeno pedaço do Terminal Tres Cruces, em Montevideo.
Aqui fiquei muito confuso, andei bastante, fui e voltei para onde estava a plaquinha do ônibus, não conseguia entender o que era pra fazer e mesmo perguntando um monte de pessoas pelo caminho não conseguia a resposta correta.

Ao apresentar o papel para os motoristas nenhum conseguia entender o que era pra fazer e com isso a hora da saída só se aproximava e nada de eu conseguir descobrir o que deveria fazer ali. Passei o maior aperto!


Somente depois de muito aperto e várias tentativas é que descobri que eu deveria trocar o papel que a Cecília me deu pelo Voucher do ônibus no balcão interno da empresa Nuñes.



Com isso feito fui pro Terminal 21 e meu ônibus chegou às 6:15h, com cerca de 15 minutos de atraso.



Dali o ônibus partiria rumo a Minas, mas ainda assim eu deveria ficar atento pois pararia no km 134 [local onde seguiria para Salto del Penitente], bem antes de chegar ao destino final do ônibus, e como não conhecia nada por aqui e ainda estava em outro país isso me deixava até um pouco inquieto, mas nada que tire o gostinho de fazer esse tipo de viagem.

[Vista da janela do ônibus]









O ônibus seguiu viagem por pouco mais de 1:30h, quando o trocador me avisou e disse que eu deveria descer.

Ônibus que eu estava antes indo embora.
Parei na Ruta 8, no km 134, onde havia um "parador", uma espécie de bar com comidas rápidas e com banheiro para que os viajantes que estivessem a um longo tempo na estrada possam dar uma parada e aliviada.



Entrei no estabelecimento, perguntei a dona do local se ela sabia sobre a Cecília e a viagem e ela confirmou que sim e aproveitei para conversar um pouco com ela até que o pessoal da excursão chegasse pra me buscar. Nesse meio tempo aproveitei ainda para usar o banheiro, comer uns docinhos e comprar um chaveirinho.





Pouco depois das 9:30h apareceram mais um tanto de pessoas e também a caminhonete que nos levaria para Salto del Penitente. E assim segui pela estrada mais uma vez.













E enfim, às 10:00h chegamos ao nosso destino. Aqui o pessoal todo se separou e eu fui até uma casinha que estava perto dali.


Antes de vir para cá eu havia pensado que o passeio seria do tipo excursão, ao mesmo moldes do que tinha feito das outras vezes, mas ao conversar com os funcionários descobri que estava totalmente livre para ir onde quisesse nesse parque.

A primeira coisa que fiz foi ir até em cima do restaurante que estava ali perto para tirar algumas fotos dessa bela região.












Se quisesse, bastava descer as escadas que chegaria no restaurante. O lugar era bem simples, mas também remetia aquela atmosfera uruguaia, com coisas simples, mas organizadas e claro, sempre muito verde.

Cascata e Laguinho

Dali andei até a tirolesa, mas como os funcionários estavam arrumando os equipamentos preferi descer onde estava escrito Salto de Agua.


Na placa: "Deixe apenas impressões digitais" / "Tire apenas fotos".















Essa parte foi bem fácil, bastava andar no caminho de pedra com cuidado e observar bem as placas de sinalização. Como o caminho ainda não tinha acabado segui mais um pouco, dessa vez pelo caminho de terra. 









Nesse lugar o pessoal podia fazer caminhadas e até nadar no rio.

Tirolesa

Depois de andar um pouco e conhecer a área resolvi voltar para a casinha da administração. Ali vesti o equipamento de segurança da tirolesa.



E assim me explicaram como se fazia. Uma das mãos deveria segurar a corda, enquanto a outra [que possuía uma espécie de madeirinha] ficaria livre e eu deveria apertar a luva na corda pro caso de querer frear um pouco, assim diminuiria a velocidade e evitaria um possível acidente.


Achei muito alto e longe, mesmo assim parti da primeira para a segunda plataforma. Como eu estava meio assustado e tive dificuldade de utilizar o sistema de freio deles [no Brasil não precisamos disso ao utilizar as tirolesas] acabei freando mais do que o necessário e parei pouco antes de terminar o trajeto.



Nisso, fiquei pendurado ali, a dezenas de metros de altura e com muita dificuldade fui me arrastando aos poucos, utilizando somente a mão livre, até chegar o mais próximo possível da outra plataforma. Não conseguia me mover direito porque o pouco que eu movia me cansava muito.

Quando alcancei determinado ponto fui puxado por uma vara.

Ufa! Que experiência!


Eu estava até feliz achando que tinha concluído o passeio, #sóquenão. Quando o funcionário que havia me explicado as coisas deslizou também e desceu até minha plataforma, apontou o dedo para mim e só aí que dei conta de que existia uma terceira plataforma, e como eu estava no meio sequer teria como pedir arrego e descer por uma escadaria normal.



E lá fui eu mais uma vez deslizar pela corda...



... e me enrasquei novamente! Como freei muito deslizei pouco e parei longe da plataforma de novo, e pra piorar por algum motivo desconhecido um besouro branco que nunca tinha visto na vida resolveu pousar na minha mão, o que fez com que eu me agitasse e ficasse ainda mais preocupado.

Dessa vez estava ainda mais alto do que da outra, creio que a mais de 30 metros de altura, e fiquei meio cansado da outra deslizada, então mal tinha forças para me arrastar novamente.

Por sorte, a menina que estava do outro lado me perguntou se queria que eu fosse buscado e afirmei que sim, então ela, com a maior agilidade do mundo deslizou com uma facilidade extrema, me segurou com as pernas e me puxou de volta para a plataforma.

Que sufoco! Pura adrenalina! É uma pena que eu estava totalmente fora de forma para esse tipo de passeio! Dá pra observar isso ao ver a minha cara de acabado nessa foto!


Depois dessa aventura resolvi andar mais um pouco e segui até onde vi uma plaquinha.










Mas preferi parar por ali antes de continuar, já que era quase meio dia, assim dei meia volta e andei até o restaurante para almoçar.



Como já escrevi muita coisa e coloquei muitas fotos, deixarei o restante na próxima parte desse relato.

Clique AQUI ou na imagem abaixo para acessar a próxima parte do relato:



Clicar: [Parte 18]

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