Um Thiago com o Museu Itinerante em Nova Lima

Neste relato estarei contando como foi a viagem a trabalho que fiz com o Museu Itinerante para Nova Lima.

Após muito, mas muito tempo mesmo sem participar das atividades do Museu Itinerante da UFMG, tive a oportunidade de trabalhar com eles em um dos dias da segunda semana de outubro.

Por muito tempo eu cheguei até a achar que não trabalharia mais junto ao Museu Itinerante. Para se ter uma ideia, a última vez que eu tinha viajado com eles tinha sido em Agosto de 2015, quando tínhamos visitado Pato Branco, no Paraná. 


Caso queira acessar esse relato, clique AQUI.

Inicialmente minha escala estava marcada para o dia 07/10, quarta-feira; mas após uma reorganização modificaram o meu dia e fui escalado para ajudar a trabalhar no dia 06/10, terça-feira.

Pra quem não conhece, Nova Lima é uma cidade de Minas Gerais localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Apesar de estar bem próxima da capital, ela possui características próprias e uma história bastante ligada à mineração, atividade que teve grande importância para o desenvolvimento do município. Ao mesmo tempo, a cidade também chama atenção por suas áreas verdes, serras e paisagens naturais, além de possuir regiões bastante urbanizadas.

O Museu Itinerante foi convidado para participar durante toda a semana da 2ª Semana da Educação de Nova Lima, um evento voltado para a comunidade escolar do município, que reúne profissionais da educação e promove momentos de aprendizado, troca de experiências e diferentes atividades educativas. É uma oportunidade para professores, estudantes e outros participantes conhecerem projetos e iniciativas que ajudam a tornar a educação mais interessante e próxima da realidade das pessoas.

Como eu deveria estar na faculdade de Belas Artes da UFMG às 06:30h, de onde partiríamos para Nova Lima, acordei bem cedo, no meu horário normal de ir para o trabalho, próximo das 05:00h. Assim que levantei, comi duas bananas que, infelizmente, não estavam muito boas (acho que ainda estavam meio verdes ainda).

Aproveitei e ainda tirei uma boa foto de duas das minhas novas aquisições recentes, o meu PC novo (que é uma verdadeira bala! - esse equipamento é o que substituiu o meu antigo Laptop, que já estava nas últimas e me auxiliou em muitas coisas durante muitos e muitos anos) e a impressora, que quebrou e continua quebrando meu galho muito ainda sempre que se precisa dela!


Depois, me arrumei rapidinho e ao invés de pegar o busão como normalmente faço para ir ao trabalho, peguei um Uber rumo a Belo Horizonte (senão eu não conseguiria chegar no horário pedido pela organização do Museu).

Consegui chegar lá bem cedo, por volta das 06:00h.


Enquanto esperava a van chegar, comprei dois pães de queijo com uma das moças que trabalha na entrada da UFMG e fiquei em frente à Faculdade de Belas Artes, aguardando o horário da nossa partida.

No início não tinha ninguém, mas por volta das 06:20h a Van chegou e já tinha algum pessoal dentro dela, sem contar com o restante que foi chegando aos poucos. Inicialmente eu não conhecia ninguém ali, eram todos estudantes da UFMG de outros cursos ou pessoas que de alguma forma tinham algum vínculo com a Universidade.

Após o Samuel (que estava ajudando na coordenação do Museu Itinerante neste dia) chegar, às 06:50h partimos para Nova Lima.

A viagem transcorreu normalmente e não tivemos nenhum problema durante o trajeto. Às 08:00h já estávamos chegando no local do evento em Nova Lima. Seria neste local de exposições, razoavelmente próximo da rodoviária, que nós ajudaríamos com as atividades do Museu Itinerante.



Como no dia anterior teve uma chuva muito forte na cidade, tudo estava bem protegido, mas mesmo assim muitas coisas molharam bastante, por isso precisamos nos organizar para secar as mesas dos experimentos externos com as lonas e panos que estavam protegendo essas coisas.

Depois que fizemos isso, fomos todos para o Caminhão do Museu Itinerante, onde receberíamos as nossas primeiras orientações sobre o que precisávamos fazer por aqui.


O Museu Itinerante Ponto UFMG é um projeto de extensão da Universidade Federal de Minas Gerais criado para aproximar a ciência e a tecnologia das pessoas, especialmente de estudantes e professores da educação básica. Como o próprio nome indica, ele é itinerante: viaja para diferentes cidades levando exposições e atividades interativas que permitem aprender sobre ciência de uma maneira mais prática, divertida e próxima do cotidiano. UFMG

Além das atrações que ficam dentro do caminhão, o Museu possui os chamados experimentos externos. São equipamentos, modelos científicos, jogos e desafios que podem ser montados ao redor da carreta, formando uma exposição maior. Neles, os visitantes podem observar fenômenos, participar de experiências e aprender sobre diferentes áreas do conhecimento de maneira interativa. Quando toda a estrutura externa é montada, o Museu pode ocupar uma área de aproximadamente 800 metros quadrados.

O grande destaque do projeto é justamente o seu caminhão adaptado, que funciona como um verdadeiro museu sobre rodas. Seu interior foi transformado em ambientes interativos, permitindo que a estrutura viaje e leve conhecimento científico a diferentes lugares. Ao longo dos anos, o caminhão também passou por mudanças para renovar e atualizar suas exposições, recebendo novos ambientes e propostas educativas, sem perder sua principal característica: levar a experiência de um museu de ciências para mais perto do público.

O Caminhão mudou muito da última vez que eu tinha entrado nele. Antigamente aqui era a "Sala do Útero materno", mas agora virou uma espécie de "Sala de Recepção para os visitantes", onde eles acabam recebendo as suas primeiras orientações do que irão fazer no caminhão.

Vídeo 01:


Mas tudo começou a ficar legal de verdade mesmo na segunda sala, a Sala dos Biomas, que ganhou um upgrade incrível - ao ponto de eu até perguntar se poderia pisar onde a gente via a água escorrendo pelo chão, de tão chique e tecnológico que ficou.

Vídeo 02:


A evolução dessa sala em comparação a sua versão antiga (da última vez que eu tinha entrado no caminhão) foi realmente notável!


A próxima sala que entramos, onde o monitor ia explicando as coisas era numa antiga sala de vídeo, que esqueci o nome correto dela (talvez fosse "Sala do óculos 3D ou algo do tipo"). Por fora ela ainda parecia com a sua versão antiga, só que sem a televisão grande. Agora, por dentro, quando assistimos ao vídeo, tudo ficou muito incrível nela também...

Vídeo 03:



Vídeo 04:



Tudo ficou realmente mais bonito e imersivo - ao ponto daqueles óculos nem serem mais necessários. Ainda dá pra perceber que é tudo feito por IA (principalmente por conta de alguns movimentos dos animais, que acabam sendo um pouco robóticos), mas mesmo assim essa sala evoluiu consideravelmente em comparação com a versão antiga dela.

Agora faltavam apenas mais duas salas... Nossa próxima sala seria a do Submarino:



A evolução desse ambiente também foi notável. Agora a sala estava muito mais bonita e interativa. Era possível mudar as situações, adicionar pressão e clicar nos botões do painel, que eram interativos, e fazer um monte de coisas. Aqui eu acabei me atrapalhando um pouco e não gravei nenhum vídeo.

E a visita ao caminhão termina na última sala, agora chamada de Sala da Consciência Ambiental. Antigamente aqui era a sala do "Google Earth" - mas ela tinha muitos problemas - tipo a dificuldade de carregar os mapas em ambientes que muitas vezes eram remotos e longe de tudo (já que o caminhão sempre está viajando por aí!), sem contar que ela ficaria muito ultrapassada para os padrões atuais.

Apesar de parecer um holograma, na verdade existe uma tela circular aí e dois projetores laterais, que ajudam a dar esse efeito, visual, mesmo assim achei muito legal também.

Vídeo 05:


O pessoal que trabalha com o Museu Itinerante preferiu fechar tudo com a conscientização ambiental, mostrando alguns dos inúmeros problemas que nos assolam nos dias de hoje. E dali a visita guiada do visitante dentro do caminhão acabava.

Quando acabaram as explicações uma parte do pessoal ficou para ajudar dentro do caminhão e eu fiquei junto a outras pessoas para trabalhar nos experimentos externos.

Aqui eles dividiram tudo em três temas principais - Vou colocar agora alguns dos experimentos que estavam nessas exposições externas.

:: Lógica e Matemática ::

Desafios dos Triângulos: Aqui existiam três níveis de complexidade, mas todos com as mesmas ideias, ligar cada uma das cores ou dos símbolos, de forma que tudo ficasse perfeitamente encaixado no final.

Esse não é um jogo muito difícil, mas exige um pouco de paciência do visitante, especialmente para o triângulo maior, já os outros dois são mais simples e fáceis de se resolver.

Arco Catenário: A ideia aqui é montar esse arco romano, depois fechar essa estrutura de ferro e retirar isso sem que a estrutura desmonte. É algo bem legal, mas que também exige bastante paciência do visitante, já que se ele não encaixar as peças direitinho tudo certamente irá desmoronar facilmente.



Jogo do T e Pirâmide de Bolinhas: No jogo do T a ideia é simples - fazer essa figura virar um T, mas na prática é extremamente difícil e exige um pensamento muito fora da caixa para conseguir. Eu, por exemplo, só consigo fazer isso usando uma colinha (no caso uma foto com o jogo do T montado no meu celular, que eu peguei com algum dos monitores que estavam trabalhando nessa exposição junto comigo).

Já no jogo das bolinhas a ideia é fazer uma pirâmide de bolinhas, mas acho que não tenho QI suficiente para mexer com isso, já que sequer consigo diferenciar um jogo de bolinhas do outro.

:: Biologia, com enfoque especial no corpo humano ::

Obs.: Ainda assim tinham experimentos que mostravam a anatomia de alguns outros animais também.






Nessa parte estavam diversas construções em 3D em tamanho grande de partes do corpo humano, células como a dos animais, componentes internos com o DNA e outras coisas, além também de ter algumas peças em 3D mostrando a anatomia de alguns animais diferentes, como o besouro, a vaca, o crocodilo e o jacaré. Por algum motivo o pessoal apelidou esse corpo humano em tamanho grande de George.


:: Energias ::

RGB e Condução Humana: No RGB vê-se uma imagem múltipla que não dá para entender o que é à primeira vista, mas ao olhar por cada filtro - azul, verde ou vermelho - onde cada uma isola uma cor, é possível ver a imagem correta que se passa no vídeo.

Já no da Condução Humana a gente pedia para a pessoa colocar as duas mãos, de forma a que ela fechasse o circuito elétrico e a luzinha acendesse. Normalmente as pessoas gostavam desse experimento, em especial as crianças, quando se fazia uma espécie de "corrente humana", onde se colocava duas ou mais delas fechando esse circuito, fazendo com que ainda assim a luzinha se acendesse.

Tubo de Bernoulli, à esquerda - e Globo de Plasma, à direita.

Globo de Plasma: Nessa experiência os visitantes e nesta feira, em especial as crianças, colocavam os dedos para ver as partículas dos raios se movendo até ela. Esse experimento serve para mostrar de forma prática um pouco do comportamento do plasma. O pessoal aqui gostou bastante desse experimento.

Tubo de Bernoulli: Nesse experimento sopra-se um ar do tubo, onde nós inclinamos uma bola para fazer com que ela flutue no ar sem que a bolinha caia. Isso serve para explicar vários princípios da aerodinâmica, mas infelizmente o ar estava muito fraco e ele funcionou só um pouco - como ficou um cheiro de queimado o pessoal da organização preferiu deixar o experimento desligado durante todo esse dia (não sei se chegaram a arrumar isso em algum outro dia do evento).


Túnel Infinito: Esse foi certamente um dos experimentos externos que o pessoal mais gostou durante essa nossa exposição. Aqui eu jogava a luz do celular para que as pessoas, em especial as crianças, vissem tudo mais fundo, depois levantava levemente a caixa para elas verem que não havia nada por baixo dela, e por fim explicava que tudo que elas viam era uma ilusão de ótica, pois o experimento mesmo era pequeno e tudo que elas viam a partir de determinado ponto eram apenas reflexos.

Além do que citei também haviam outras coisas espalhadas pelo nosso estande, mas enquanto eu trabalhava tirei apenas o mínimo de fotos, pois nas nossas orientações estava explícito para não ficar tirando fotos dos visitantes.

O evento começou devagarzinho, depois aumentou o ritmo de forma intensa e por fim voltou a ficar mais tranquilo novamente por todo o resto da manhã.

Em geral o público das escolas - que eram alunos municipais - alguns mais grandinhos e em sua maioria pequenos - eram super educados e tranquilos e o ambiente estava ótimo de se trabalhar. O pessoal, em especial os professores, só tinham um pouco de pressa porque o tempo deles era curto (pois muitos tinham vindo de longe) e tinham uma área grande para cobrir, além de eventos que deveriam participar com os alunos.

Pela manhã - num dos galpões acima de nós - parece que tiveram um show de mágica (o que ajudou a diminuir um pouco do nosso movimento pela parte da manhã) - já pela tarde parece que teve outra coisa, mas não consegui perceber o que era.

Para ir ao banheiro nós tínhamos acesso a alguns banheiros daqueles químicos que estavam a uma distância razoavelmente próxima de nós e uma espécie de caixa d'água adaptada com uma torneirinha e sabonete líquido para podermos lavar as mãos.

Em algum dos momentos que fui ao banheiro para dar uma aliviada e fui lavar as mãos essa torneirinha soltou e começou a vazar tudo de forma intensa. Quase que me molho todo nessa! O mais curioso pra mim foi a calma e tranquilidade do segurança que estava perto de mim. Quando voltei em outro momento posterior já tinham resolvido o problema e tudo já estava arrumado novamente.

Vista dos estandes que estavam logo a cima de nós. Esse último da esquerda provavelmente era onde o pessoal assistia as palestras e shows.

Continuamos trabalhando normalmente até que às 11:20h fomos liberados para o almoço.



Nesse meio tempo eu consegui tirar uma foto onde mostravam os desenhos dos alunos que tinham participado de algum concurso, e ainda uma selfie com o nosso George!

Vista do nosso estande neste evento:


O caminhão estava bem pertinho, logo ali atrás:


Nós almoçamos num restaurante bem próximo, mas como eu não tinha percebido que havia uma abertura para passar para ali rapidamente, acabei dando a volta completa para chegar lá.


Ali pedi um tropeiro e um suco de manga, que saiu num valor bem baratinho (menos de R$ 40,00 tudo - Valores de 2026). Valeu muito a pena!

Após almoçar fiz todo o caminho de volta novamente (dando aquela mesma volta que tinha dado na ida), e dali aproveitei desta vez para tirar as fotos dos estandes que fui vendo pelo caminho.




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Depois do almoço tirei a foto dos estandes e visitei a parte de cima, onde existiam dois lados cada com as exposições feitas pelos alunos das escolas. Eram duas partes totalizando 4 partes no total.


E além disso tinha a parte das palestras, onde de manhã parece ter havido um show de mágica.

Às 13h começou o movimento pra valer.

Parte da tarde: citar da moça que queria um Homão (mas estava falando do George o corpo humano - aqui muitas pessoas ficaram doidas para adquirir esse manequim do corpo humano) e eu achei que estava ela estava querendo o universitário bombadão que estava junto conosco - depois ela riu muito da situação.

Lá pras 15h fui comprar o meu chip chup

De tarde foi bem mais tranquilo (apesar das crianças pequenas estarem mais agitadas. E às 16:30h o pessoal já estava terminando de tampas e proteger as coisas.

Às 16:42h partimos com a Van

(Fazendo o caminho de retorno)


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